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Em foco:
LNA

Joseane Oliveira Pereira, Bruna Aparecida Vieira Mathias, Leonardo Maciel Santos Silva, Maria Eduarda de Oliveira Lima, Mariana de Fátima Rabelo Silva

Graduandos do curso de Bioquímica (UFSJ CCO)

v.3, n.3, 2025
Março de 2025

Até meados da década de 1980, poucos avanços práticos foram feitos na astrofísica no Brasil, com raras exceções teóricas. No entanto, já no final dos anos 1930, pesquisadores do Observatório Nacional (ON) buscavam maneiras de impulsionar essa área científica no país. Eles chegaram a negociar a compra de um telescópio com a empresa alemã Zeiss, mas as tratativas foram interrompidas devido à 2ª Guerra Mundial [1].

Em 1961 a astrofísica foi efetivamente implementada no Brasil, em virtude da visitação do Observatório de Lick, Monte Wilson e Monte Palomar, localizados nos EUA, pelo astrônomo Muniz Barreto do ON, em uma Assembleia Geral da União Astronômica Internacional - IAU. Ao querer reproduzir um observatório como aqueles, Muniz em uma visita a França, contatou pesquisadores que, junto aos brasileiros, encontraram um espaço adequado a um observatório astrofísico, iniciando o projeto do Observatório Astrofísico Brasileiro - OAB [1].

Entre 1965 e 1972 foi feita a escolha da área para ser instalado um telescópio, de médio porte, adquirido pelos subsídios da equipe francesa. Este processo foi feito juntamente com o ON, o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após realizar-se um levantamento de lugares, o escolhido foi o Pico dos Dias, localizado entre as cidades de Brazópolis e Piranguçu, em Minas Gerais. Em 1972, aconteceu o convênio entre o ON e a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, que assegurou recursos para a aquisição do telescópio refletor que possui espelho principal de 1,60 metros de diâmetro, sendo este telescópio  ainda hoje o maior em solo brasileiro, e de espectrógrafo Coudé [1].

Em 1985 o OAB passou a ser o primeiro laboratório nacional do Brasil, o Laboratório Nacional de Astrofísica -LNA (Figura 1), sendo símbolo do reconhecimento da importância da ciência e tecnologia para o país. O LNA era, até então, uma subunidade do ON que atendia instituições que realizavam pesquisas no campo astrofísico [1].

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No ano de 1992, no entanto, foi concluída a construção da própria sede do LNA com intuito de alojar sua administração, pesquisadores e parte da equipe de apoio de astrônomo visitante do Observatório, em terreno doado pela prefeitura de Itajubá, cidade próxima ao OPD (Observatório do Pico dos Dias). Foi, também, feita uma parceria com a Universidade de São Paulo - USP, que completou o parque de telescópios do OPD com a adição de um equipamento com espelho principal de 60 centímetros de diâmetro [1] (Figura 2).

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Figura 2: Imagem do telescópio IAG 0,6 m pertencente ao LNA. 

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:LNA_-_Telesc%C3%B3pio_IAG_0,6_m_-_panoramio.jpg

O desenvolvimento da astrofísica no Brasil é, portanto, uma história de persistência, colaboração e inovação. A curiosidade inerente da humanidade pelo universo impulsiona a busca incessante por compreensão do espaço sideral. Nesse contexto, o Laboratório Nacional de Astrofísica desempenha um papel fundamental. Suas contribuições tecnológicas e científicas não só solidificam a posição do Brasil na comunidade astronômica global, mas também destacam a importância da pesquisa astrofísica para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. O LNA, com sua infraestrutura de ponta e colaborações internacionais, continua a ser um pilar essencial na exploração e entendimento do cosmos [2].

Referências Bibliográficas

[1] LNA - Laboratório Nacional de Astrofísica. LNA. Disponível através do link: https://www.gov.br/lna/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/historico. Acesso em: 07 mar. 2025.

[2] UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Por que ensinar astronomia? Disponível através do link: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/por-que-ensinar-astronomia/. Acesso em: 07 mar. 2025.

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